Ansiedade
Tenho passado por dias muito difíceis e preciso de uma orientação. Do nada, sinto meu coração disparar, minhas mãos começam a suar frio e vem uma sensação horrível de que vou perder o controle ou que algo muito ruim vai acontecer. Isso costuma acontecer quando estou no transporte público ou antes de reuniões no trabalho, e agora estou com medo de sair de casa e passar mal de novo. Gostaria de entender se isso que estou vivendo já é considerado uma crise de pânico e como a terapia ajuda a controlar esses sintomas físicos da ansiedade no dia a dia.
Resposta do profissional
Helio Martins · CRP 97441
Olá, tudo bem? Sentir o coração disparar e as mãos suarem frio dessa forma, especialmente em lugares cheios ou momentos de pressão, é uma experiência profundamente desgastante e que gera um cansaço físico e mental enorme. O que você está descrevendo se alinha muito ao que a neurociência e a psicologia compreendem como uma resposta de hiperativação do nosso sistema nervoso autônomo, especificamente o sistema simpático, que é o nosso mecanismo natural de luta ou fuga. Quando essa onda de adrenalina invade o corpo sem um perigo real e imediato à sua frente, a nossa mente tenta encontrar um sentido para aquela sensação física avassaladora, gerando esse medo compreensível de perder o controle ou de que algo catastrófico vai acontecer, caracterizando o que frequentemente chamamos de crise de pânico.
A boa notícia é que, embora essa reação pareça um curto-circuito imprevisível, o nosso cérebro possui uma plasticidade incrível e pode aprender a se autorregular novamente. Na terapia, nós trabalhamos de forma integrada para ajudar você a, primeiramente, identificar os gatilhos sutis que disparam essas crises no transporte público ou no trabalho, desfazendo a associação automática que o seu cérebro criou entre esses ambientes e o perigo. Em vez de tentar lutar contra os sintomas físicos — o que geralmente aumenta a ansiedade —, aprendemos técnicas de grounded (ancoragem) e regulação fisiológica para sinalizar ao corpo que você está em segurança, permitindo que a onda de adrenalina suba e desça sem que você precise fugir ou se isolar em casa.
Para começarmos a lançar um olhar mais curioso e menos focado no medo sobre o que tem acontecido, convido você a refletir sobre alguns pontos. Quando o seu coração começa a acelerar nesses ambientes, que tipo de diálogo interno surge na sua mente e como você costuma reagir fisicamente a ele logo nos primeiros segundos? Se você pudesse dar um passo atrás e observar essa sensação apenas como uma tempestade passageira no corpo, sem tentar controlá-la imediatamente, o que acha que mudaria na sua percepção de segurança? Lembre-se de que cada pequeno passo conta e, caso precise de um suporte estruturado para caminhar por esse processo e retomar a sua rotina com tranquilidade, estou inteiramente à disposição.
Outras dúvidas sobre Ansiedade
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- Oi, boa noite. Faz uns meses que eu acordo com o coração
- Trabalho numa empresa grande e nos últimos meses meu coração começou a
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- Oi, tudo bem? Queria tirar uma dúvida… De um tempo pra cá
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