Ansiedade

Sou um homem de 34 anos e desde que perdi meu emprego ano passado fico pensando em tudo que pode dar errado, mesmo em coisas pequenas do dia a dia. Já fui parar no pronto-socorro duas vezes achando que estava tendo um treco, e os exames sempre voltam normais. Minha esposa já não sabe mais o que fazer comigo. Doutor, existe algum jeito de eu confiar que meu corpo está bem e parar de viver com medo de morrer a qualquer momento?

Respostas dos profissionais

Helio Martins · CRP 97441

Olá, tudo bem?

Imagino a angústia avassaladora que tem sido carregar esse peso diário nos ombros, especialmente após o impacto de perder o emprego, um evento que mexe profundamente com nossa sensação de segurança e estabilidade. O que você está experimentando não é uma falha de caráter ou frescura; é o seu sistema de alerta biológico trabalhando em capacidade máxima. Quando enfrentamos uma grande perda, nosso cérebro pode entrar em um estado de hipervigilância, interpretando pequenos sinais corporais comuns — como uma aceleração cardíaca ou uma respiração mais curta — como ameaças iminentes à vida, o que explica as idas ao pronto-socorro mesmo com exames físicos absolutamente normais.

Para começarmos a desatar esse nó, é fundamental compreender que existe sim um caminho para restabelecer a harmonia entre sua mente e seu corpo. O medo constante de morrer e a desconfiança em relação à própria saúde são reflexos de padrões rígidos de pensamento e esquemas de vulnerabilidade que se ativam diante do estresse crônico. Em vez de tentarmos lutar contra esses pensamentos ou buscar garantias absolutas de que nada dará errado, o processo terapêutico trabalha justamente ajudando você a aceitar a presença dessas sensações sem julgá-las como perigosas, ensinando seu sistema nervoso a se autorregular e a perceber que você está seguro no momento presente.

Como nós podemos começar a olhar para essa dor de forma diferente, gostaria de propor algumas reflexões: de que maneira a perda do emprego no ano passado abalou a imagem que você tem de si mesmo como alguém capaz de enfrentar as dificuldades? Se o seu corpo pudesse usar essas reações físicas para expressar uma emoção que você tem tentado silenciar, o que ele estaria tentando lhe dizer? E, finalmente, como seria para você e para sua esposa compartilharem esse fardo dividindo o espaço com o cuidado profissional, em vez de tentarem resolver tudo sozinhos?

É perfeitamente possível reconstruir essa ponte de confiança com o seu próprio corpo e aprender a habitar a sua mente com mais leveza, resgatando a segurança que parece ter se perdido pelo caminho. Dar o passo de iniciar uma psicoterapia estruturada e, se necessário, realizar uma avaliação com um psiquiatra para um suporte integrado, são atitudes fundamentais para você retomar as rédeas da sua vida. Caso precise, estou à disposição.

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Anikelly Maria do Nascimento Sousa · CRP 02643

Olá. Vivências dolorosas repercutem no nosso emocional e por vezes podem ocasionar sintomas.
Um espaço seguro de escuta e acolhimento como a Terapia pode ser fundamental nesse momento para que você compreenda o que sente e pensa diante da vida e das possibilidades existentes.
Cuidando da sua saúde mental, sua saúde física melhora na mesma proporção.
Estou à disposição para iniciarmos seu acompanhamento psicológico.

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