Síndrome do Impostor

Sou engenheiro, 31 anos, virei lider de equipe esse ano. Desde entao vivo com medo de ser "descoberto", acho que os outros sabem mais que eu e que qualquer dia vão perceber que eu nao deveria estar ali. Trabalho ate meia noite pra compensar. Li sobre sindrome do impostor e parece exatamente isso. Existe um tratamento especifico pra isso ou é terapia normal mesmo?

Respostas dos profissionais

Gilvanda de Oliveira Rodrigues

Gilvanda de Oliveira Rodrigues

CRP 12/29567Santa Catarina

R$ 90 /sessão

Olá! O que descreve é o padrão clássico do Fenómeno do Impostor: a incapacidade de internalizar as suas próprias conquistas, acompanhada pelo medo constante de ser 'descoberto' e pelo ciclo de exaustão/sobretrabalho para compensar uma suposta incompetência.Existe tratamento específico? A psicoterapia é o caminho indicado e altamente eficaz. Como funciona o processo? Na terapia, iremos identificar as crenças de desvalorização que sustentam esse medo, aprender a reestruturar pensamentos autodestrutivos, reconhecer as suas competências reais e estabelecer limites saudáveis entre o trabalho e a vida pessoal para evitar o burnout.

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Rodrigo Lima Placidino

Rodrigo Lima Placidino

CRP 06/209162São Paulo

★★★★★ 5,0 (4 avaliações) · R$ 100 /sessão

Sim, existe tratamento, e a psicoterapia de orientação analítica (jungiana) é extremamente eficaz para isso, atuando diretamente na causa raiz da questão. Na Psicologia Analítica, a chamada Síndrome do Impostor que você descreve — o medo constante de ser "descoberto" e a necessidade de trabalhar até meia-noite para compensar uma suposta inadequação — nasce do conflito entre a Persona e a Sombra. Ao assumir a liderança de equipe aos 31 anos, criou-se uma exigência interna para sustentar a Persona, que é a máscara social do gestor infalível, altamente competente e seguro; no entanto, quando o ego se cola excessivamente a essa imagem irreal de perfeição, surge o pavor de que a Sombra — que aqui reúne a sua humanidade natural, suas dúvidas normais de adaptação ao novo cargo e seus limites — venha à tona e seja vista como uma fraude. A rotina exaustiva de trabalho torna-se, assim, uma defesa desesperada para tentar esconder essa vulnerabilidade, realimentando um ciclo contínuo de ansiedade. Quanto ao formato, o tratamento é a própria psicoterapia individual (a "terapia normal"), pois a Síndrome do Impostor não é uma doença isolada com uma receita específica, mas sim um sintoma de como você se relaciona com o próprio valor, com o fracasso e com a autoridade. Na análise jungiana, o trabalho foca em diferenciar quem você é como indivíduo do papel profissional que você exerce, desconstruindo a ilusão de que liderar exige saber tudo e fortalecendo a sua segurança interna para que você possa liderar com base nas suas capacidades reais, impor limites saudáveis à sua jornada de trabalho e deixar de viver sob o peso do medo.

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